Criação e Seleção de Aves Domésticas de Raças Puras

AOS ASSOCIADOS DA ABCAVES:

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Galinhas d’ Angola

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Resistente, rústica, arisca e boa voadora, a Galinha d`Angola também é conhecda como Galinha da Guiné, Galinha da Índia, Galinhola, Angolinha, Cocá, Conquén. Apresenta-se nas seguintes colorações: cinza, branca, cinza escura com pintas brancas (pedrez) , cinza clara (azul), pampa (resultado do cruzamento da pedrez com a branca) . As Guteras são exóticas e criadas apenas para fins de ornamentação por criadores de aves de raças puras.

 

Criada solta, a angola além de fornecer carne e ovos, desempenha uma importante função no controle biológico, pois come insetos como gafanhotos, cigarrinhas das pastagens, lagartas do estrume de gado, formigas e principalmente carrapatos, o pior parasita do gado.

 

Na ave com mais de 90 dias, pode-se observar que o macho apresenta uma crista mais pronunciada para frente, como um cifre e na fêmea a crista é mais abaulada. As barbelas que o macho tem abaixo do bico inferior são mais compridas do que as da fêmea. Essas diferenças são só indicações confiáveis em aves da mesma idade, pois estão em constante desenvolvimento.

 

O viveiro ideal para a Galinha d’Angola pode ser de madeira ou alvenaria, mas precisa ser coberto e fechado nas laterais e no fundo. A frente deve ser telada e com um solário gramado (prolongamento do próprio viveiro) para que possam fazer exercícios. O piso dos viveiros deve ser quente e seco, coberto de palha, feno, capim seco ou cavaco de madeira, que absorvem a umidade das dejeções. Se a camada de forração tiver uns 15 cm dispensa o uso de ninhos, a própria angola faz no piso uma cavidade onde botará os ovos.

 

Em cativeiro, machos e fêmeas ficam juntos o ano todo. Para aumentar a margem de fertilidade dos ovos, recomenda-se que os acasalamentos sejam feitos na proporção de 1 macho para até 4 fêmeas, selecionando as aves de melhores condições físicas. Deve se observar se ovos não estão sendo fecundados ou angolas que não se relacionam bem é necessário substitui-los.

 

De agosto a dezembro uma angola tem em média duas ou três fases produtivas, imediatamente à postura, os ovos devem ser armazenados em local ventilado. Nessa fase da criação é muito importante manter os ovos com o pólo mais fino voltado para baixo, movimentando-os com cuidado diariamente.

 

Criadas em liberdade como acontece quando empregado o controle biológico, as angolas fazem ninhos em lugares escondidos, pondo os ovos em camadas sobrepostas, assim, na incubação apenas os ovos da camada superior recebem calor, perdendo-se os demais.

A criação de Galinha d’Angola é muito fácil, ideal para sítios, fazendas e quintais, desde que o criador disponha de uma área de terra com algumas árvores.São aves rústicas que raramente adoecem e ainda ajudam no equilíbrio biológico;são úteis também como guardas, a presença de estranhos ou qualquer anormalidade no ambiente provoca imediatamente seus gritos, que segundo o povo, significa “tô fraco, tô fraco, tô fraco”.

 

As angolinhas são ótimas voadoras e velozes, motivo pelo qual raramente são atacadas por outros animais, podem ser criadas soltas ou em locais cercados com telas até o teto para evitar que fujam. Quando criadas soltas, há muita economia de alimento já que costumam catar insetos e comê-los. Mas há um inconveniente: as Galinhas d’Angola fazem ninhos muito escondidos, pondo os ovos em camadas e cobrindo cada camada com palha e muitas vezes quando o criador descobre o ninho os ovos já estão estragados.

 

A criação de angolinha pode ser lucrativa, desde que seja feita em larga escala. Antes porém, o criador deve assegurar-se da colocação da carne, pois o mercado é limitado. A carne tem ótimo paladar, lembrando o sabor de caças, e há até quem diga que o peito da angolinha tem o mesmo gosto da carne de faisão. Para evitar essa confusão, criadores idôneos de faisões na ocasião do abate, deixam a cabeça da ave com a penugem, para comprovar que se trata mesmo de faisão.

 

Normalmente, as Galinhas d’Angola põem cerca de 50 a 60 ovos por ano, cujo sabor é parecido com o dos ovos de galinha, sendo usados para o mesmo fim.

 

Para a criação existem várias opções: carne e ovos, venda de matrizes (que alcançam bons preços) de filhotes ou, ainda como aves ornamentais.

 

Quem está começando deve adquirir poucas aves – com cerca de 60 a 70 dias de idade – para aprender o manejo, só depois aumente o plantel. Coloque as angolinhas em viveiros telados e construa no seu interior poleiros bem altos ( com 2,5 a 3 metros de altura), instale bebedouros e ninhos com palha no fundo dentro dos viveiros . Quando soltas, elas costumam dormir empoleiradas em árvores altas.

 

Cerca de seis meses de idade, as angolinhas começam a postura, em geral na primavera, a partir dessa época forneça ração para postura. As Galinhas d” angola costumam botar de 50 a 60 ovos por postura, sendo em etapas (cerca de 15 ovos por período). Depois de cada postura, para choca, recomeça a botar até o fim do período. No caso de criá-las soltas, espalhe ninhos no local.

 

Recolha os ovos todos os dias e coloque-os para chocar de preferência em último caso, pois as angolas são muito inquietas e quando espantadas abandonam os ninhos. A prática mostra em cativeiro as angolas dificilmente têm a febre do choco, portanto, é preciso recorrer a Galinhas comuns ou incubadeiras no caso de grandes criações.

 

Tanto a incubação natural como a artificial duram 28 dias e não se deve pôr para chocar ovos com mais de 10 dias de armazenamento.

 

Uma vez nascidos, os pintinhos ficam mais algumas horas nas chocadeiras para completar a secagem, depois são transferidos para criadeiras aquecidas onde ficam de 15 a 30 dias, quando então podem ser soltos nos viveiros. Como os filhotes são muito agressivos, convém mantê-los separados de outras espécies.

 

A partir do segundo dia de vida, os filhotes começam a ser alimentados com ração inicial para pintos. Após 30 dias, essa ração é substituída por ração de crescimento e a partir de 6 meses ração de postura, ou engorda a partir de 60 dias, conforme a finalidade. O cardápio de angolas adultas é composto por ração, milho e verduras.

 

A água deve ser fresca, limpa e trocada a cada dois dias.

 

Embora a angola seja bem rústica e resistente, convém vacinar os pintinhos de 21 dias contra NewCastle e Bouba Aviária. Nas épocas de postura é conveniente administrar vitaminas apropriadas, diluídas na água, para fortalecer a poedeira e assim melhorar seu desempenho.

 

Se usar galinhas ou outras aves (amas) para chocar os ovos, deixe as angolinhas com a ama que cuidará bem delas e fornecerá calor necessário. Essas aves devem ficar em local coberto, seco e protegido de ventos fortes. Deixe à disposição uma caixa com areia que ajudará na trituração dos alimentos.

 

Anualmente vacine todo o plantel e pulverize todas as instalações para evitar piolhos e parasitas.

 

No caso de criação destinada ao abate, as aves devem ser abatidas com 80 a 90 dias de idade e com peso entre 900 gramas a 1,3 Kg.

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